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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

E. T. O Extra-terrestre, 1982. Análise

 


Eu percebi que eu estou fazendo muita critica de coisa boa, então eu resolvi ligar o meu emulador para jogar essa coisa que alguns ousam chamar de jogo. E fiquei sabendo em primeira mão o tamanho desse desastre.

    Olhem a carinha de decepção do ET na capa do jogo. Ele está assim porque viu a bomba que a Atari produziu; ele tentou tocar a tela várias vezes com seu dedo luminoso, para ver se consertava a aberração na tela, e não funcionou.

    Você liga esse jogo e logo vem aquele monte de verde musgo, de extremo mau gosto, e você diz: "Erhg". E quando finalmente percebe o sprite do ET, fica muito tempo se perguntando: "O que eu faço?" e você fica evitando aquelas poças de água fedida, que é o verde mais escuro, porque, até o momento, jogos de aventura eram de plataforma, que você evita buracos.

  E quando você descobre que, na verdade, você tem que cair no buraco, para pegar itens... parabéns, em três minutos você zera essa coisa horrível. E não se engane, isto te dá uma grande sensação de prazer, você nunca mais terá que rodar esse jogo novamente, a sensação é de alívio.

Sinopse. O ET desce na Terra e tem que fugir de uns agentes pegando uns itens nada a ver... é isso.

  Aliás, você realmente não sente nenhuma vontade de jogar mais uma vez, você não sente vontade de competir com os amigos, você tem vontade é de enterrar esse cartucho lá naquele buraco onde a Atari enterrou os outros cartuchos de ET que não conseguiu vender.

  A maioria das pessoas que compraram esse jogo eram as vovós desavisadas que reconheciam o personagem na capa. Incrivelmente, esse jogo figurou entre o mais vendidos, o que só serviu para aumentar a raiva geral deste jogo, posteriormente.

 

Indicações => 99 anos. Você precisa estar cego e surdo para aguentar essa profanidade.
 

  Você começa o jogo sem entender nada, e joga sem o menor gosto de terminar; porque falta uma história para você entender. E o jogo tem uma história mínima, e isso, incrivelmente, faz com que seja um "ponto alto" do jogo.

  A curva de aprendizado é inexistente, ou você sabe nada ou você sabe tudo o que é preciso fazer. A colisão do jogo, nos buracos, tem graves problemas, sendo pífia a jogabilidade.

  E não é possível dizer algo sobre os gráficos, os personagens são muito bem detalhados e bem animados, mas jogados em um mundo horrivelmente feio, com prédios colados em um fundo azul ou só um monte de mato monocromático; o melhor do jogo consegue ser seus gráficos horríveis, principalmente por conta dos personagens bem desenhados.
  E som recebe uma nota pífia, porque não tem música, se tivesse seria com certeza zero, porque eu imagino o tipo de barulho irritante que eles iriam encontrar para a trilha sonora.
   Direção é zero porque não teve, esse jogo é fruto de uma explosão acidental nos estúdios da Atari.

   A média das notas é 2.1; mas como a avaliação é sobre o conjunto da obra eu inverti os dígitos. Realmente, os defeitos do jogo trabalham em conjunto para aumentar sua decepção.

 PLUS=> Mídia do Jogo





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NerdCrítico

Fernando Vrech, o NerdCrítico, faz críticas de filmes, games e livros; faz críticas políticas em seu twiter e em seu canal no Youtube; escreve ficção para a Editora Paranigma; traduz obras antigas e escreve sobre literatura em seu blog Histórias de Mistérios.

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