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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Ameaça Profunda, 2020. Análise

 


Filme recente, que recebeu críticas mistas e notas medianas; taxado pela crítica como sendo um filme de clichês de fundo do mar.

   Apesar do filme do filme ser basicamente isso mesmo, traz, sim, algumas idéias inovadoras, principalmente no design dos monstros, que fãs de Lovecraft irão adorar. Aliás, o filme pode ser assistido com sendo parte dos mitos lovecraftianos tranquilamente, embora não tenha sido esta a intenção dos roteiristas. Mas é clara a inspiração em Lovecraft.

Sinopse. Um enorme laboratório subaquático é atacado por criaturas misteriosas. Estando abaixo de 11 000 metros de água profunda, os tripulantes tentam fugir desse pesadelo.

   Este filme tem sido criticado por conta da morte do personagem negro, considerado um clichê racista. E isso, certamente, afetou as notas do filme de forma injusta. 

   Esse tipo de crítica social vem de uma forma que, na realidade, prejudica o protagonismo negro em Hollywood. A porta de entrada para o cinema são, inicialmente, papéis pequenos. Quem critica diretores quando escolhem negros para atuar em papéis pequenos, como de vítimas que morrem nas primeiras cenas, está fechando a porta de entrada para novos atores negros fazerem sucesso. 

   Ou seja, a inclusão deve estar presente em todos níveis de elenco. Criticar negros em papéis pequenos gera o efeito contrário, prejudicando os novos atores negros, Esse efeito inverso é comum no discurso demagogo, politicamente correto, dos chamados Justiceiros Sociais.

  E o ator negro, Mamoudou Athie, teve uma boa performance no seu curto papel. Quando o personagem dele, Rodrigo Nagenda, morre, você realmente se importa com sua morte (tanto que se tornou motivo de polêmica, afinal).

   Entre outros clichês do filme, o famoso jump scare está presente, e os primeiros realmente funcionam, depois são coisa desnecessária no filme. 

   A tensão do filme é constante, girando em torno da tentativa dos personagens de fugirem da estação submarina, que é, por sua vez, um "mundo" muito bem construído, contando com velhas estações vizinhas abandonadas, que são aproveitadas na trama.

   A atriz principal, Kristen Stewart, entrega uma atuação satisfatória, mas o ator Vincet Cassel, que interpreta o Capitão Lucien realmente brilhou mais no filme.

   Os efeitos especiais são em computação gráfica com alguns efeitos práticos para complementar. Boa parte do filme é escura e, embora seja compreensível quando consideramos o cenário em que a história se passa, tende a desagradar o espectador acostumado com a explosão de cores oferecida pelos últimos filmes, como, por exemplo, filmes da Marvel.

 

Indicações => 14 anos. Sangue e palavrões indicam que esse filme não foi feito para crianças. Então, não assista com a tua vó.


NerdCrítico

Fernando Vrech, o NerdCrítico, faz críticas de filmes, games e livros; faz críticas políticas em seu twiter e em seu canal no Youtube; escreve ficção para a Editora Paranigma; traduz obras antigas e escreve sobre literatura em seu blog Histórias de Mistérios.

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