Jogo obrigatório para quem tem o SNES. E "obrigatório" é no pleno sentido da palavra, pois este jogo sempre vinha com o console. Mas é um excelente jogo para acompanhar a compra do aparelho, pois é a cara do SNES e representa bastante o poder gráfico do console: é extremamente colorido, aproveitando a maior paleta de cores em relação ao seu concorrente, o megão, e tem personagens bem desenhados e cheios de charme e "armas secretas" para surpreender o jogador (sendo que os aliados também possuem uma complexidade interessante, principalmente o Yoshi).
Saindo primeiro no Japão com um nome diferente, スーパーマリオブラザーズ4, algo como Sãpa Máriú Bãrazázu Fó, ou Super Mário Bross 4. O número 4 não saiu no nome ocidental, por algum motivo que esse mero ocidental que vos fala talvez nunca entenderá.
O jogo apresenta uma jogabilidade mais complexa em relação ao seu antecessor do NES, o 3. Além dos famosos cogumelos de crescimento, de foguinho e a estrelinha, há dois novos itens de poder: a pena, que substitui a roupa de esquilo de seu antecessor, e o balão, que infla os Bross e os fazem subir. Ainda assim, Super Mário World possui menos itens de poder que o 3; em compensação há um novo tipo de pulo, que tritura as pedrinhas do jogo, e também dá para montar no Yoshi.
Você também tem a opção de passar por certos castelos e liberar blocos extras que tornam as fases mais fáceis.
Sinopse. Mário, Luigi e a Princesa Peach tiram férias na Terra dos Dinossauros, outro país dentro da dimensão alternativa em que se passa o jogo. Mas até essa parte remota também está sendo dominada pelo maldoso Bowser, que, como de costume, sequestra a princesa. E, Mario, como de costume, deverá resgatá-la.
Existem vários caminhos para chegar no chefe final, o que fez com que metade do jogo seja praticamente desconhecida para mim pois eu sempre pegava o atalho do Mundo das Estrelas. Esse atalho também torna possível terminar o jogo em um pouco mais de meia hora.
Na verdade, é possível terminar o jogo sem nem mesmo passar a primeira fase, manipulando a memória do jogo para conseguir um item cuja identidade o programa não é capaz de processar. A programação do jogo irá procurar como identificar o item pela linha de código inteira do jogo, até chegar na tela de créditos, a única coisa apropriada quando um item não pode ser identificado, terminá-lo afinal. Os recordes usando esse recurso são menores que um minuto.
Mas eu recomendo zerar este jogo passando pelas épicas 96 fases que ele oferece. É um dos melhores jogos do Super Nintendo.
Todos sabemos que a história do jogo é só a mesma desculpa para mais uma aventura do Mário. Bowser sequestra a princesa, Mario o persegue por inúmeros castelos e a resgata, como sempre foi. Embora há nuances e detalhes que tornam a história minimamente surpreendente, é óbvio que a história é o ponto fraco deste jogo.
E um bug que torna possível zerar o jogo antes de passar a primeira fase não era intencional por parte da Nintendo, tirando pontos da direção do game.
O ponto máximo da qualidade deste jogo fica para o som, com uma trilha sonora primorosa que usa muito bem os canais de áudio instrumental que o console é capaz de ler.
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