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domingo, 18 de outubro de 2020

Um Estudo em Vermelho, 1887. Análise.




Este foi o livro que me inspirou a ser escritor, e aqui desenvolve-se a fórmula de histórias de detetive que faz sucesso até hoje: deixar pistas para o leitor tentar desvendar o mistério junto com o protagonista, o que significa que o escritor atem-se à regra de embaralhar o assassino entre os personagens logo nos capítulos iniciais. Nada de tirar um assassino do nada lá nos últimos capítulos. Em uma história de detetive clássica, o escritor joga com você, sem ser desonesto. 

   Isso é magistralmente feito neste romance de Arthur Conan Doyle, cuja obra completa se encontra já em domínio público, embora muitos leitores ainda preferiram comprar edições modernas, editadas com esmero, para prestigiar seus livros favoritos.

   Também é neste romance que Doyle cria o mais famoso detetive da ficção: Sherlock Holmes. Então vale a pena a lida, pois o desenvolvimento do personagem está todo neste livro, diferente das outras aventuras de Holmes, onde Doyle já trabalha com um personagem conhecido. Ficamos sabendo algumas coisas bizarras sobre o detetive, como o fato dele não saber que a Terra gira em torno do sol, simplesmente porque não é uma informação importante para ele; embora domine bem a área da química e geologia.

   Quando a história começa a ficar monótona, por conta de ambientes fechados e parecidos, a história abre-se para uma aventura em uma migração mórmon por áreas selvagens e desoladas; então, você não precisa aguentar nenhuma parte chata em um esforço para matar a curiosidade ao final do livro, ao contrário, você não quer que ele acabe.


Sinospse. Um corpo é encontrado em uma casa abandonada sem que hajam vestígios do que o teria matado. Inscrições de sangue enigmáticas na parede e uma estranha mulher são as pistas iniciais. Somente Sherlock Holmes, com seu raciocínio espantoso e atenção ao detalhes, mostra-se capaz de resolver este crime.

 

 

Indicações 14 anos. Temas adultos como violência e poligamia.

 

   Para a dupla Holmes-Watson só posso dar 10, as falhas da personalidade de cada um são seu charme e o que falta em um complementa o outro. Mesmo que as temáticas exploradas no livro, um detetive misantropo, fanatismo religioso, etc, poderiam ser melhor aprofundadas, a trama te prende até o fim como teia de aranha.



NerdCrítico

Fernando Vrech, o NerdCrítico, faz críticas de filmes, games e livros; faz críticas políticas em seu twiter e em seu canal no Youtube; escreve ficção para a Editora Paranigma; traduz obras antigas e escreve sobre literatura em seu blog Histórias de Mistérios.

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