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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

O Lustre, de Clarice Lispector, 1946. Análise

 


Neste livro temos um romance altamente psicológico, no estilo que já conhecemos da Clarice Lispector. Ficamos conhecendo a protagonista intimamente, seus pensamentos, seus conflitos e situações perturbadoras que ela presencia.

   No livro está bastante presente a linguagem literária, principalmente focada na memória de um lustre colorido que a protagonista contemplava na casa de sua família, que a fazia ter um pressentimento ruim.

Sinopse. Uma mulher solitária tenta resgatar seu passado nostálgico, voltando ao casarão onde passou sua infância no interior. Mas agora, adulta, seu mundo interior e exterior já não é mais o mesmo.

 Clarice aborda visceralmente as temáticas que escolhe (solidão, resgate ao passado) e sabe criar uma atmosfera perturbadora ao redor da protagonista, estes quesitos são o ponto alto do livro. Mas a história em si fica deixando a desejar e parece ter uma importância secundária para a autora, que burca desenvolver ao máximo a psique de seus personagens, usando a técnica literária do fluxo de consciência.

 

Indicações 16 anos. Temas eróticos. Não leia com a tua vó.

 
 


NerdCrítico

Fernando Vrech, o NerdCrítico, faz críticas de filmes, games e livros; faz críticas políticas em seu twiter e em seu canal no Youtube; escreve ficção para a Editora Paranigma; traduz obras antigas e escreve sobre literatura em seu blog Histórias de Mistérios.

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