Pegue um filme espacial da época e compare com este e saberá o quê este filme significou para o cinema. Antes deste filme, os filmes espaciais tinham histórias bobas, só uma desculpa para estamparem umas naves estranhas sob um fundo negro. Depois deste filme, os filmes de espaço se parecem sempre uma cópia dele.
Cabe mencionar que o seriado Star Trek já havia começado e terminado fazia quase dez anos, e é um seriado que tem seus méritos e personalidade própria. Mas nem as aventuras do capitão Kirk podia ser comparada, em efeitos gráficos e enredo, com a franquia que se tornaria, de certo modo, seu rival natural, Star Wars. Como prova da rivalidade, a fórmula do seriado foi tentada nas telonas em 1979, mas foi aí que Star Trek teve os seus piores momentos em formato de filme.
A história de Star Wars IV se passa em vários planetas, com características diversas, o que torna difícil nossos olhos enjoarem.
Sinopse. Dois robôs são comprados por um jovem no desértico planeta Tatooine. Em um dos robôs, ele descobre uma mensagem destinada a um velho exilado nos confins do planeta. Ao entregar a mensagem, o velho conta a ele antigas histórias de guerreiros e uma antiga profecia aparentemente descumprida.
Embora o filme seja realmente bom, este não é o melhor da franquia (certamente é o mais importante), Luke Skywalker só conseguiria ser melhor desenvolvido nos próximos filmes, aqui ele ainda brilha pouco, e quase desaparece como protagonista, deixando espaço para Harrison Ford roubar a cena. O Obi-Wan está ok, mas notamos a má vontade de Alec Guinness no papel. Enfim, a atuação não é o ponto alto do filme (em poucos filmes da franquia a atuação seria boa).
Mas os efeitos especiais e a fotografia impressionam em um filme que, inicialmente, não lhe foi conferido muito valor artístico. E o som é um ponto alto com nota máxima, não só pelos efeitos sonoros mas pelo épico tema orquestral que acompanha o filme.

