Joguinhos retrô, como aqueles da Atari, também não escaparão das minhas garras de crítico UUAHAHA!!! Mas com minhas garras também posso fazer carinho, quando encontro um game épico, que se destacou pela tamanha qualidade, como o Enduro.
No começo do game, parece ser apenas um jogo comum de corrida, mas já agrada com um carrinho de tamanho decente e as raias da pista dinâmicas, demonstrando as curvas do circuito. Não sei se já notou, amigo gamer, que até os jogos de corrida modernos, mesmo o Forza ou o Grã Turismo, ainda tem o Enduro como referência, caso o usuário opte pela visão em terceira pessoa: o ângulo de visão em relação à pista, a parte traseira do carro... ainda é meio que um "Enduro", até os dias de hoje!
Mas após alguns minutos de jogo, o Enduro mostra que é ainda mais que um simples jogo de corrida com gráficos decentes: você passa por outro bioma, o gelo, e passa pelo entardecer, pela noite, uma madrugada neblinosa e enfim, amanhece e você tem pouco tempo para atravessar os carros. No gelo o carro derrapa mais, de noite só se vê as luzes traseiras dos carros e na neblina a visibilidade cai absurdamente, trazendo o maior desafio do jogo. Ciclos de dia e noite e mudança de biomas, com a jogabilidade sensível a essas mudanças. Tudo isso em um jogo de 8-bit.
Rodando em um circuito que tem toda uma história de dia, noite, clima e geografia, eu só poderia dar uma nota alta em "história", embora não haja uma história propriamente dita. Mesmo tendo o som como um ponto fraco no game, ele ainda é um dos melhores jogos daquela geração e recebe uma nota justa, que considera não só a nota média mas também o conjunto da obra (você perceberá que a nota final diverge da nota média, porque a análise não apenas considera os aspectos técnicos mas o jogo como um todo; isso também acontece com os filmes e os livros analisados aqui no NerdCrítico).
Indicação => Livre, pode jogar com a tua vó.
PLUS => Mídia do Game



