Apresentado um Capitão-América decente, esta é a primeira vez que o personagem é representado em um filme que não é trash (em comparação com o horrível Captain America, de 1990).
Tratando da origem do "Bandeiroso", o filme conta muita coisa de maneira fluida o que revela a competência dos roteiristas.
Adorei a fotografia de época do filme e a trilha sonora prestigiando hits da época. Dá aquela sensação de ser transportado no tempo, que me lembra bastante o primeiro De Volta para o Futuro, que, certamente, forneceu referências para a ambientação do filme.
Sinopse. Revoltado com a maldade no mundo, Steve Rogers se alista para o exército mas é rejeitado por conta de seu porte físico. Mas o rapaz chama a atenção de uma organização secreta que pretende testar um soro que transforma pessoas comuns em supersoldados.
E o toque final é a tecnologia nazista retro-futurista que o vilão exibe durante a trama, dando toques de steampunk para o filme.
A trama também desenvolve bem o Steve Rogers de antes do soro; destacando de forma muito competente que a principal característica do herói é sua coragem e princípios, fornecendo o potencial ideal para a experiência de... ãh... empoderamento masculino... que ele sofreria.
Um destaque negativo é a computação gráfica do Steve Rogers jovem, que, malfeita, afetou a imersão na história.
Indicação => Livre. Pode assistir com a tua vó.
Embora o Cris Evans tenha mostrado sua competência como ator, sendo visível a distinção entre o Capitão América e o Tocha-Humana, papel de herói que ele já havia interpretado antes, o resto do elenco apenas é OK, sem muito brilho. Por isso a atuação é considerada, em minha análise, o ponto fraco do filme.

